Pregação

Como Fazer uma Boa Pregação?

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Você já se perguntou: “Como fazer uma boa pregação?”, “Por onde devo começar?”.

Se sim, então você está no lugar certo. Quantas vezes eu me deparei com minha bíblia aberta e com um texto que me chamou atenção, e sem saber como ou por onde começar a fazer a pregação.

Pregar é uma das mais árduas e gloriosas tarefas reservadas ao ser humano. John Stott, baseado nas palavras de Paulo (1Co 4.1,2), afirmou: “o pregador é um despenseiro dos mistérios de Deus, ou seja, da auto-revelação que Deus confiou aos homens e é preservada nas Escrituras”.

Isto significa que temos a grande responsabilidade de nos colocar diante das pessoas para falar em nome de Deus. O pregador é o canal de comunicação do Deus vivo para a alma que está ali diante dele.

Como fazer uma boa Pregação?

Creio que existe A Tríade para Fazer uma Pregação Inesquecível. Como se fosse um acorde musical (OBS: Um acorde é um conjunto de notas). Quando juntamos os três (Exegese, Hermenêutica e Homilético) teremos uma pregação estruturada e bem fundamentada.

“Exegese, Hermenêutica e Homilética ‘andam’ juntas” — Jilton Morais.

Nesse artigo você irá conhecer os passos certo para fazer uma boa pregação. Então aproveite a leitura e vamos começar.

Exegese – seu ponto de partida

O primeiro passo para fazer uma pregação é pela exegese do texto. Exegese é uma análise, interpretação ou explicação detalhada e cuidadosa de uma obra, um texto, uma palavra ou expressão.

Etimologicamente, este termo se originou a partir do grego exégésis, que significa “interpretação”, “tradução” ou “levar para fora (expor) os fatos”.

Normalmente, a exegese é utilizada para a interpretação e explicação crítica de obras artísticas, jurídicas e literárias, principalmente os textos de cunho religioso. Se você perguntar para qualquer estudante da Bíblia por onde ou como fazer uma boa pregação? Comece pela exegese!

Exegese e Eisegese

O oposto da exegese bíblica é a eisegese, quando a interpretação é feita exclusivamente baseada em teorias subjetivas, sem uma pesquisa ou análise profunda e real do texto.

Observemos a diferença entre Exegese e Eisegese e vejamos qual das duas estamos praticando em nossas interpretações:

Exegese é a interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou literário. A Exegese como todo saber, tem práticas implícitas e intuitivas. A tarefa da exegese dos textos sagrados da Bíblia tem uma prioridade e anterioridade em relação a outros textos. Isto é, os textos sagrados são os primeiros dos quais se ocuparam os exegetas na tarefa de interpretar e dar seu significado.

Ser exegeta é contextualizar o que foi escrito com a cultura da época e extrair os princípios morais para o tempo presente.

Exegese tem sentido de exegese é extrair, conduzir para fora como um comentário crítico que analisa o texto no contexto original e o seu significado na atualidade (Ne 8.8); não é simplesmente uma exposição textual. A interpretação correta, por conseguinte, vem de dentro da Bíblia.

“E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse” (Neemias 8.8).

Eisegese – Enquanto a Exegese consiste em extrair de um texto qualquer, mediante legítimos métodos de interpretação; a eisegese consiste em injetar em um texto, alguma coisa que o interprete quer que esteja ali, mas que na verdade não faz parte do mesmo.

Em última instância, quem usa a Eisegese força o texto mediante várias manipulações, fazendo com que uma passagem diga o que na verdade não se acha lá.

ATENÇÃO: Em outras palavras, Eisegese é quando o interprete lê algo no texto bíblico e injeta nesse texto o seu ponto de vista pessoal a fim de defender um ponto de vista ou uma suposta doutrina.

Eisegese trata-se de uma maneira de contrabandear para o texto das Escrituras Sagradas as crenças e práticas particulares do intérprete. A serpente, no Éden, argumentou com Eva algo que Deus não havia falado (Gn 2.16,17; 3.1). Satanás citou fora do contexto o Salmos 91.11 (Mt 4.5,6). Isso é o que se denomina de eisegese. Da mesma forma, são os artifícios atuais dos triunfalistas. As Seitas são especialistas nisso!

A pergunta que fica aberta a todos nós que lidamos com a interpretação da Palavra de Deus para pregação, ensino, postagem no blog ou mesmo edificação pessoal é: “Eu tenho sido um exegeta fiel ou um eisegeta com fins pessoais?”

Como fazer uma boa pregação?

Hermenêutica – Arte Interpretar e Explicar 

Hermenêutica é uma palavra com origem grega e significa a arte ou técnica de interpretar e explicar um texto ou discurso. Para fazer uma boa pregação, todo pregador tem que saber interpretar  e explicar o texto.

Sabemos que a exegese está vinculada estritamente à hermenêutica e que esta constitui o fundamento daquela. A hermenêutica seria como o Poder Legislativo e a Exegese como o Poder Executivo. A hermenêutica é a lei e a Exegese a aplicação dessas leis na análise de um determinado texto.

A hermenêutica pode ser tanto bíblica quanto secular. Ela não é apenas a arte ou a ciência da interpretação de qualquer texto; antes de tudo, é uma ciência que procura também o significado da palavra como evento histórico, social e de vida.

Hermenêutica Bíblica é a disciplina da Teologia Exegética que ensina as regras para interpretar as Escrituras e a maneira de aplicá-las corretamente. É a ciência da compreensão de textos bíblicos.

O termo “hermenêutica” procede do verbo grego hermeneuein, usualmente traduzido por “interpretar”, e do substantivo hermeneia, que significa “interpretação”.

Afirma-se que a palavra “Hermenêutica” deriva-se do nome do deus grego “Hermes”, que na mitologia grega era o deus responsável por transmitir as mensagens dos deuses aos seres humanos e interpretá-las para eles. É interessante que a Bíblia faz uma referência sutil a esta crença.

Em Atos dos Apóstolos narra-nos o “médico amado” Lucas que Paulo, quando da cura de um coxo em listra, foi chamado pelos moradores desta cidade de Mercúrio, que é a forma romana do nome grego Hermes.

Diz o evangelista: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio, a Paulo, porque este era o que falava” (At 14.11,12). Note a expressão “porque este era o que falava”, que é um indicativo da crença popular a respeito do deus mitológico Hermes (aqui chamado de Mercúrio), onde ele era considerado o porta-voz dos deuses.

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Uma vez que Paulo certamente era mais eloquente na pregação, os habitantes de Listra, ao verem o milagre operado por Deus através de Paulo na vida do coxo, associaram isto à sua eloquência e passaram a chamar-lhe de Hermes. Como vemos, se a origem do termo Hermenêutica está relacionada ao nome do deus Hermes, logo de partida o termo já indica ou sugere compreensão de mensagem ou de mensagens.

A hermenêutica bíblica é fundamental para a Igreja de Cristo, como corpo, como um conjunto de pessoas que é, e é também essencial para o cristão e a cristã individualmente.

Todos nós deveríamos nos preocupar muito em conhecer esta disciplina teológica tão vital em nossos dias, em nossos cultos e ministrações e que, portanto, tem o seu lugar. Uma boa pregação depende de uma boa hermenêutica.

A Igreja é dependente em muitos aspectos de um Livro, e esse Livro é a Bíblia, e compreendê-lo corretamente é algo impreterível. A hermenêutica bíblica nos ajuda a entender o que o texto bíblico está nos dizendo, porque está dizendo e qual seu sentido conforme no-lo apresentado em seu ambiente.

Algo importante que precisamos ter em mente é que a hermenêutica não deve ser confundida com a própria Teologia Exegética. A hermenêutica é na verdade parte da Teologia Exegética. Aquela é mais ampla, esta mais restrita. A própria Teologia em si está dividida em cinco principais partes ou ramos que trabalham em conjunto; são eles:

1. Teologia Exegética,
2. Teologia Histórica,
3. Teologia Bíblica,
4. Teologia Sistemática, e a
5. Teologia Prática.

Diz a regra mãe da Hermenêutica “A Bíblia interpreta-se a si mesma”.

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Homilética

Homilética é considerada a arte de pregar, ou seja, utilizar os princípios da retórica com a finalidade específica de falar sobre o conteúdo da bíblia sagrada cristã.

Etimologicamente, homilética se originou a partir do grego Homiletikos, que por sua vez derivou de homilos, que significa “multidão” ou “assembleia do povo”.

Este termo acabou por originar a palavra homilia, que quer dizer “discurso com a finalidade de agradar e de convencer”. Portanto, Homilética significa “A arte de pregar”.

Para fazer um boa pregação o pregador tem que ter a habilidade para falar com a multidão e discursar de forma convincente.

A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.

O estudo da Homilética abrange tudo o que tem a ver com a pregação e apresentação de práticas religiosas: como preparar e apresentar sermões de maneira mais eficaz.

A homilética é um instrumento que ajuda o pregado a organizar os pensamentos de tal forma que facilita a exposição do sermão.

É preciso atentar que pregar não é apenas fazer discurso, mas é falar em nome daquele que nos enviou – Deus (1Co 1.21; Is 52.7; Rm 10.15).

O conceito bíblico de pregação é o anuncio das Boas Novas do Evangelho. Para a proclamação do kerigma, isto é, da mensagem que deve ser obtida na dependência do Espírito Santo, sabendo-se que, quem prega fala da parte de Deus.

Aquele que prega necessita que sua vida seja coerente com aquilo que ele fala. Segundo Josué Gonçalves “VIVER PREGANDO E PREGAR VIVENDO”, as nossas atitudes dizem muito mais que nossas palavras.

RESUMINDO

Você viu o passo a passo de como fazer uma boa pregação. Fazer uma boa pregação exige muito estudo e dedicação da parte do pregador. Para finalizar, fiz um resumo dos três pontos que vimos neste artigo.

Exegese é interpretação ou explicação detalhada e cuidadosa de uma obra, um texto, uma palavra ou expressão. É você extrair a verdade central contida naquele texto.
– Hermenêutica é a disciplina que ensina as regras para interpretar as Escrituras e a maneira de aplicá-las corretamente. É a ciência da compreensão de textos bíblicos.
– Homilética é ciência que ensina como preparar e comunicar sermões, a arte de pregar.

Pr. Lucas Fernandes

FONTES:
– Homilética – da pesquisa ao púlpito. Jilton Moraes. Ed. Vida
– O Conhecimento das Escrituras. R. C. Sproul. Ed. Cultura Cristã
– Exegese do Novo Testamento. Joht D. Grassmick
– http://www.stbn.com.br/exegese_artigo.html
– http://portaldeteologiacrista.blogspot.com.br/2010/06/exegese-hermeneutica-e-homiletica.html
– http://searanews.com.br/teologia-a-importancia-e-a-necessidade-da-interpretacao-biblica/

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