Teologia, Vida Cristã

O Centro da Santidade

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As primeiras palavra da Bíblia são: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1). Deus é o centro da santidade, Ele é o centro de tudo.

Você já parou para pensar profundamente sobre o ato inicial da criação? Agostinho sondou este glorioso mistério e levantou a seguinte questão: “Como isso foi feito?”

“No princípio”. Parecia o começo de um conto de fadas: “era uma vez”.

O problema é que no princípio, não havia tempo como entendemos ser aquilo que chamamos “uma vez”. O que havia antes do princípio de Gênesis 1?

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DEUS OU O ACASO?

Antes do mundo começar, não havia nada. Mas que raios é o “nada”? Você já tentou pensar sobre o nada?

Onde podemos encontrá-lo? Obviamente, em nenhum lugar. Por quê? Porque ele não é nada e o nada não existe. O nada não pode existir, caso contrário seria algo.

Nossa compreensão de criatividade envolve a modelagem e a formação de tinta, argila, notas em papel ou alguma outra substância. Mas Agostinho ensinou que Deus criou o mundo do nada.

A criação foi semelhante a um mágico tirando um coelho da cartola. Com a exceção de que Deus não tinha um coelho e nem mesmo uma cartola — R. C. Sproul

Uma vez não havia nada e, de repente, pelo comando de Deus, havia o Universo.

Deus é o único que tem poder e capacidade de criar do nada alguma coisa. O primeiro som pronunciado no Universo foi a voz de Deus comandando: “Haja”.

Na verdade, é impróprio dizer que esse foi o primeiro som no Universo, porque quando aquele som foi emitido, não havia Universo. Deus exclamou em um vazio.

O comando do Criador criou suas próprias moléculas para carregar as ondas sonoras da voz de Deus cada vez mais longe no espaço.

No entanto, ondas sonoras demorariam demais. A velocidade desse imperativo excedeu a velocidade da luz. Assim que palavras deixaram a boca do Criador, as coisas começaram a acontecer.

Aonde sua voz reverberava, estrelas apareciam, cintilando em brilho indizível ao ritmo da canção dos anjos.

O ato da criação foi o primeiro evento na história. Também foi o mais deslumbrante. O Supremo Arquiteto olhou para o seu complexo projeto e exclamou ordens para que os limites do mundo fossem definidos.

Falou, e os mares foram encerrados atrás de portas e as nuvens se encheram de partículas de água.

Amarrou o grupo estelar das Plêiades e afivelou a constelação de Órion. Falou novamente, e a terra se encheu de pomares em plena florescência. “Pois ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo surgiu” (Sl 33.9). E Deus disse: “Isso é bom”.

Então Deus se inclinou até a terra e cuidadosamente modelou um pedaço de barro. Levantou-o cuidadosamente até os seus lábios e soprou sobre ele.

O barro começou a se mover. Começou a pensar. Começou a sentir. Começou a adorar. Estava vivo e estampado com a imagem de seu Criador.

Alguns negam a existência de Deus e que pelo acaso as coisas vieram a existir. Mas o acaso não é algo. Não possui peso, medida, nem poder. É meramente uma palavra que usamos para descrever possibilidades matemáticas. Ele não pode fazer nada. Não pode fazer nada pois nada é. Dizer que o Universo foi criado pelo acaso é dizer que veio do nada.

DEUS O CENTRO DA SANTIDADE

Eu creio naquilo que a Bíblia diz que “No principio, Deus…”. Somente ele pode criar seres, pois possui o poder de ser. Ele não é o nada. Ele não é o acaso.

Ele é puro ser, aquele que possui o poder de ser em si mesmo. Somente ele é eterno. Somente ele possui poder sobre a morte. Somente ele pode chamar mundos à existência pelo poder de seu comando. Deus é o centro e o criador de tudo!

Enquanto eu estudava, a ideia central com a qual me deparava na Bíblia era que Deus é santo. Estou convencido de que essa é uma das ideias mais importantes que um cristão pode apreender. Ela é central para toda a nossa compreensão de Deus e do Cristianismo.

Hoje o tema santidade não é “popular” no nosso meio. E quando é falado é deturpado. Ser santo não tem nada haver com a roupa que você veste ou o comprimento do seu cabelo. Ser santo é ser separado!

Qual é a primeira petição da oração do Pai Nosso? Jesus disse: “vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9). A primeira linha da oração não é uma petição. É uma forma pessoal de endereçamento. A oração continua: santificado seja o teu nome, venha o teu reino” (vs. 9-10).

Frequentemente confundimos as palavras “santificado seja o teu nome” como parte do endereçamento, como se as palavras fossem “santificado é o teu nome”. Nesse caso, as palavras seriam meramente uma atribuição de louvor a Deus.

Mas não foi assim que Jesus disse isso. Ele proferiu tais palavras como uma petição, como a primeira petição. Devemos orar para que o nome de Deus seja santificado, que Deus seja considerado santo.

O reino de Deus nunca virá se o nome dele não for considerado santo. Sua vontade jamais será feita na terra, assim como no céu, se o seu nome for profanado aqui. No céu, o nome de Deus é santo. É exalado pelos anjos em um silêncio sagrado. O céu é o lugar onde a reverência a Deus é total. É tolice procurar pelo reino onde Deus não seja reverenciado.

Portanto, devemos procurar entender o que significa “santo”. Não há adoração, crescimento espiritual, nem verdadeira obediência sem esse entendimento. Ele define nosso alvo como cristãos. Deus declarou: “sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44). Para alcançar esse alvo, precisamos entender o que é a santidade.

Deus te abençoe,

Pr. Lucas Fernandes

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