Vida Cristã

Quem Colocou Jesus na Cruz?

Quem colocou Jesus na Cruz?

Quem colocou Jesus na Cruz? Quem matou o Filho de Deus? Quem foi o responsável por isso?

“Ele foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5)

Uma grande sombra está sobre cada homem e cada mulher — o fato de que o nosso Senhor foi moído, ferido e crucificado por toda raça humana. Essa é a responsabilidade humana básica da qual os homens tentam se livrar e escapar.

Que não censuremos com eloquência Judas nem Pilatos. Que não profiramos com nossos lábios palavras contra Judas e o acusemos: “Ele vendeu Jesus por dinheiro!”.

Que tenhamos compaixão de Pilatos, o fraco, porque ele não teve coragem suficiente de se manifestar a favor da inocência do Homem de quem declarou não ter feito mal algum. Que não amaldiçoemos os judeus por entregarem Jesus para que fosse crucificado. Que não apontemos os romanos, acusando-os de colocar Jesus na cruz.

QUEM COLOCOU JESUS NA CRUZ? 

Oh, sem dúvida, eles foram culpados! Entretanto, foram nossos cúmplices nesse crime. Eles e nós colocamos Jesus na cruz, não apenas eles!

Essa progressiva maldade e raiva que ardem de forma tão violenta em nosso peito hoje colocaram Jesus na cruz.

Essa desonestidade básica que se manifesta em nosso ser quando conscientemente trapaceamos e obtemos por meios ilícitos a restituição de nosso imposto de renda colocou Jesus na cruz.

O mal, o ódio, a desconfiança, o ciúme, a mentira, a carnalidade, o amor carnal do prazer –sdsd todos eles presentes no homem natural colaboraram para colocar Jesus na cruz.

Também podemos admiti-lo: todos nós, da raça de Adão, tivemos a participação na crucificação de Jesus!

Gostaria de fazer com que se lembrasse de que é uma característica do homem natural manter-se tão ocupado com coisas inúteis a ponto de evitar que as questões mais importantes relacionadas à vida e à existência sejam realmente estabelecidas.

Homens e mulheres se reúnem em qualquer lugar para conversar e discutir sobre todos os assuntos. Falam sobre a necessidade de paz. Falam sobre politica, futebol etc. Talvez falem da igreja e sobre como ela pode ser um refúgio para as pessoas. Nenhuma dessas coisas são assuntos desagradáveis.

Contudo, a conversa é interrompida e o tabu do silêncio torna-se efetivo quando alguém ousa sugerir que existem assuntos espirituais de vital importância para nossa alma que devem ser discutidos e considerados.

Parece haver uma regra não escrita em meio à sociedade culta segundo a qual, se qualquer assunto religioso tiver que ser discutido, ele deve estar dentro dos parâmetros da teoria “nunca permita que se torne algo pessoa!”.

Há realmente apenas uma coisa que é de vital e permanente importância: o fato de que nosso Senhor Jesus Cristo “foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).

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TRANSGRESSÕES e INIQUIDADES

A transgressão é uma violação, uma rebelião contra a autoridade. Em todo o universo moral, apenas o homem e os anjos caídos se rebelaram e violaram a autoridade de Deus, e os homens ainda estão em flagrante rebelião contra essa autoridade.

Não há expressão em nosso vernáculo que possa transmitir todo o peso e força do horror inerente nas palavras transgressão e iniquidade. No entanto, na queda do homem e na transgressão contra a ordem criada e a autoridade de Deus, reconhecemos a perversão, a distorção, a deformação, a desonestidade e a rebelião.

Todas elas se fazem presentes e, indiscutivelmente, refletem a razão e a necessidade da morte de Jesus Cristo na cruz.

A palavra iniquidade não é uma palavra agradável – e Deus sabe o quanto a odiamos! Contudo, não se pode escapar das consequências da iniquidade.

O profeta nos lembra claramente que o Salvador foi moído pelas “nossas iniquidades”. Negamos suas palavras e dizemos: “Não!”, mas as impressões digitais de toda a humanidade são claras evidências contra nós.

As autoridades não têm dificuldades para encontrar e prender o assaltante desleixado que deixa impressões digitais em mesas e maçanetas, pois elas trazem seu registro.

Portanto, as impressões digitais do homem são encontradas em todo porão escuro, em toda viela e em todo lugar pecaminoso pouco iluminado por todo mundo – as impressões digitais de todos os homens são registradas e Deus conhece cada um dos homens.

É impossível escapar à culpa e colocar nossas responsabilidades morais sobre outra pessoa. Trata-se de uma questão bastante pessoal – “nossas iniquidades”.

Ele foi moído e ferido por nossas iniquidades e nossas transgressões. Ele foi profanado, subjugado, difamado e desonrado. Ele era Jesus Cristo quando os homens O pegaram com suas mãos malignas. Logo foi humilhado e profanado. Eles arrancaram Sua barba. Ele foi pintado com Seu próprio sangue, maculado com a fuligem da terra.

Contudo, não acusou nem amaldiçoou ninguém. Ele era Jesus Cristo, o Ferido. Ele foi profanado por amor a nós.

Quem colocou Jesus na Cruz?

FOI POR AMOR. FOI POR VOCÊ 

Isaías referiu-se a isso como “o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele”.

Como são poucos os que percebem que é essa paz – a saúde, a prosperidade, o bem-estar e a segurança do indivíduo – que nos restaura para Deus. Um castigo caiu sobre Ele para que nós, como seres humanos individuais, pudéssemos experimentar a paz com Deus, se essa for a nossa vontade.

Contudo, o castigo estava sobre Ele. Repreensão, disciplina e correção – são ações encontradas no castigo. Ele foi espancado e açoitado em público pelo decreto dos romano, que O surraram à vista de todos como o fizeram com Paulo mais tarde.

Eles O chicotearam e O puniram à vista de todos os escarnecedores, e o Seu corpo moído, sangrento e inchado foi castigado para que tivéssemos paz; as pisaduras estavam sobre Ele.

Não acredito que haja alguma punição mais humilhante já imaginada pela humanidade do que açoitar e chicotear homens adultos em público. Quando um homem perverso é levado diante de uma multidão risonha e escarnecedora, despido até a cintura e cabalmente açoitado como uma criança – uma criança malvada –, ele se sente humilhado e não tem razão para se vangloriar.

“A humilhação é pior do que o chicote que fere as costas”

Isaías resume sua mensagem que fala sobre expiação feita em nossa lugar com as boas-novas de que “pelas Suas pisaduras fomos sarados”.

O significado dessas “pisaduras” no original não implica em uma descrição agradável. Significa ser de fato afligido e ferido até que o corpo todo fique repleto de hematomas. A sociedade sempre insistiu no direito de punir um homem por seus crimes. A punição normalmente condiz com a natureza do crime.

A sociedade pune a pessoa que teve ousadia de violar sua regras.

Contudo, o sofrimento de Jesus Cristo não foi punitivo. Não teve a ver com Ele mesmo nem com o castigo por algo que Ele mesmo tenha feito.

O sofrimento de Jesus foi corretivo. Ele estava disposto a sofrer para que pudesse nos corrigir e nos aperfeiçoar, de modo que Seu sofrimento não começasse e findasse em sofrimento, mas começasse com o sofrimento e findasse com a cura.

Irmãos, essa é a glória da Cruz! Começou com o sofrimento de Jesus e findou com a nossa cura. Começou com as Suas feridas e findou com a nossa purificação. Começou com as Suas pisaduras e findou com a nossa salvação!

Deus te abençoe,

Pr. Lucas Fernandes

Fonte: A. W. Tozer 

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